A História

O Sonho

A ideia para construção de um Autódromo na capital de Goiás surgiu na década de 60, quando crescia a paixão dos goianienses por automobilismo e motociclismo. Nesse período, as corridas eram realizadas nas ruas do centro de Goiânia, apenas durante as comemorações do aniversário da capital, em 24 de Outubro. Para os amantes de velocidade, as competições uma vez ano não eram suficientes. Com o tempo, aumentou a necessidade de transferir as competições das ruas (havia risco de acidentes com os espectadores) para uma pista permanente e exclusiva para corridas em um local seguro, onde seria possível reunir o público e os pilotos.

Para concretizar o sonho da praça esportiva, autoridades políticas e esportistas da época começaram a estudar qual seria o melhor espaço para executar a obra. Entre as opções de terrenos, a área da Fazenda Gameleira, de propriedade de Lourival Lousa, foi escolhida pela localização privilegiada, topografia e facilidade de acesso. O arquiteto Silas Varizzo e o automobilista Marcos Veiga Jardim foram os responsáveis pela elaboração do projeto esportivo do circuito que teve como conselheiro técnico o bicampeão da Formúla 1, Emerson Fittipaldi. O piloto ajudou a planejar a pista com extensas áreas de escape, o que a tornou referência internacional no quesito segurança. A instalação da cerca de aço que divide a pista do público e outros detalhes técnicos também se devem ao esportista.

O novo Autódromo também foi pensado com o objetivo de garantir ao público boas condições de visibilidade do traçado. Diferente dos demais autódromos do país, a praça esportiva foi preparada para que os visitantes tenham visão privilegiada do circuito na arquibancada ou nos taludes ao redor da pista. As obras de construção do Autódromo começaram em 1972 e tiveram duração de dois anos.

 


 

A Inauguração

O Autódromo de Goiânia foi inaugurado em 28 de julho de 1974, com várias competições de motos e carros da época como Opalas e Mavericks, além da primeira corrida de longa duração conhecida como 12 Horas de Goiânia. Este foi o primeiro de muitos eventos esportivos que transformaria a praça esportiva em um dos berços do automobilismo nacional e palco de importantes campeonatos do cenário mundial.


 

As Competições

Com a construção do Autódromo, Goiás passou a sediar diversos eventos do esporte a motor, como os campeonatos goianos, Copas Planalto e do Centro-Oeste, campeonatos brasileiros, Fórmulas Honda, Ford, Stock Car, Marcas e muitos outros. A praça esportiva contribuiu decisivamente para a ascensão de pilotos goianos no cenário nacional do automobilismo e motociclismo.

Na década de 80, o Autódromo de Goiânia ganhou destaque internacional e atraiu o olhar do mundo ao sediar os Grandes Prêmios de Motociclismo nos anos de 1987,1988 e 1989. Foi um dos momentos mais marcantes da sua trajetória. As corridas foram transmitidas para mais de 80 países e a praça esportiva foi bem avaliada do ponto de vista técnico pela Federação Internacional de Motociclismo.


 

Reforma e reinauguração

Em 2014, quarenta anos depois da inauguração, a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) entregou aos goianos a reconstrução do Autódromo. O asfalto antigo foi removido para construção de uma nova pista. Os boxes foram adequados para seguir os novos regulamentos do automobilismo que estimulam os pit stops para reabastecimento e troca de pneus. O espaço conta agora com nova estrutura física climatizada e mobiliada, além de ambulatório, cronometragem, sistema de monitoramento de segurança e amplo estacionamento interno ( 2.mil vagas), inclusive com vagas destinadas para idosos e portadores de necessidades especiais (PNE). A área verde foi revitalizada com a arborização dos taludes, plantio de palmeiras imperiais, coqueiros e aplicação de 400 mil metros quadrados de grama esmeralda. Para garantir a segurança dos visitantes, o anel externo passou a ser destinado exclusivamente para uso do público e o trânsito de veículos tornou-se proibido durante os eventos.

Com  mais de quatro décadas de história, a praça esportiva se consolidou como pólo irradiador de técnica e esportividade no qual correram grandes ídolos do esporte a motor e foram conquistados inúmeros títulos. Sob a administração da Agetop, o Autódromo se transformou em um amplo e moderno Complexo Multiesportivo aberto para prática de várias modalidades como ciclismo e atletismo. Além disso, o Parque Marcos Veiga Jardim foi construído na área do Autódromo com objetivo de oferecer espaço adequado para a população fazer exercício físico, promovendo a saúde e o bem-estar. Os visitantes podem praticar esportes radicais em uma das mais modernas pistas de skate e patins da região Centro-Oeste. O local também conta com quadras de areia e poliesportivas, aparelhos de academia, teatro de arena, pista para caminhada de 1,2 mil metros e outras atividades ao ar livre. Dessa forma, o Autódromo se configura atualmente como importante espaço de lazer e promoção do esporte para a família goiana.


 

O Futuro

Atualmente, a Agetop constrói na área do Autódromo o prédio onde funcionará o novo Centro de Atendimento ao Candidato do Detran – Goiás e a sede do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran-GO) para facilitar o acesso dos goianienses aos serviços oferecidos pelo órgão. Com a obra, os moradores da região leste da capital contarão com unidade próxima para solicitar serviços como emissão da carteira nacional de habilitação e outros documentos relacionados ao licenciamento de veículo. No local, haverá pista de provas de direção para os candidatos que querem tirar a CNH , além de espaço para realização de provas teóricas e cursos de reciclagem para condutores infratores das leis de trânsito.

A construção de um Velódromo também faz parte dos projetos da Agetop para o complexo multiesportivo do Autódromo. A pista de ciclismo em formato oval terá extensão de 250 metros com curvas e retas inclinadas. O projeto estrutural e arquitetônico está em fase de elaboração e prevê também boxes para as equipes, administração e vestiários, de acordo com as normas da União Internacional de Ciclismo. O espaço será adequado para treinos com objetivo de incentivar a prática esportiva e oferecer mais segurança para os ciclistas.